quarta-feira, 8 de agosto de 2012
De repente
Olhar pra alguém e ser mirada a queima roupa por um olhar que te reconhece... sabe-se lá de onde, quando, em que vida...
Não entender a força ilógica que atrai 2 mundos tão diferentes mas que de algum modo partilham o mesmo desejo, mas que não podem ocupar o mesmo espaço.
Ter uma história, uma vida, um amor, e mesmo assim não esquecer...
Pilotar por aí, sentir um frio na barriga ao ultrapassar você...
Mais bela que você só sua felicidade e sorriso espontâneo.
Não é amor, não é paixão, só uma vontade sem fim de um gosto que conheço!
De repente não é nada, é só esse olhar a me investigar, a me indagar, e a não entender.
De repente veio só pra encher a minha dor de cores e tira-la da escuridão.
De repente é meu jeito andarilho que se enfeitiçou.
De repente é o estado insano e feliz que me encontro e nesse torpor viu de mais.
De repente é você que não reparou em tudo isso, em nada disso.
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