segunda-feira, 7 de julho de 2008

Acidente

Amo andar de moto! Seja em qualquer moto, bicicleta, seja em qualquer lugar e pra qualquer distância! Mas como pode existir pessoas tão irresponsáveis? !

As pessoas neste momento voltaram à era do canibalismo, elas matam umas as outras para comerem a carne do próximo ainda fresca! E no trânsito não tem sido diferente!

Elas passam por cima uma das outras, buzinam, xingam, fecham, se você está com um veículo menor, de menor potência, piora! Sem contar as agressões verbais e até físicas.

Uma vez eu estava numa marginal muito movimentada, andava pelo corredor a uns 60km/h mais ou menos, atrás de mim começaram a aglomerar alguns motoboy’s, aceleravam, encostavam-se à minha moto, tentavam me passar pelo próprio corredor (isso porque a marginal tem umas cinco pistas), até que eu me irrito e tento dar espaço a eles jogando minha moto atrás de um carro numa das pistas, só que no mesmo momento o carro freia e eu não tenho como segurar minha moto, ela bate de leve na lanterna traseira do cidadão, eu paro (o que é incomum algum motoboy parar), antes que eu descesse o sujeito do carro vem com tudo para cima de mim, falando palavrão, e quando chegou bem perto com a mão fechada, eu abro minha viseira para revidar a suas palavras, ele vendo que eu sou uma mulher, ficou sem ação! Simplesmente entrou no carro e foi embora! Quer dizer, se fosse um homem então, eles iriam se pegar? ! Que absurdo!

No mesmo ano (que ano viu!), eu estava parando minha moto em frente ao carro de uma amiga, numa avenida principal da cidade com duas pistas, antes que eu descesse da moto, um louco ultrapassa os carros pela direita, entre a guia e uma das pistas, quando se aproxima do carro estacionado da minha amiga, leva o seu retrovisor e pega a traseira da minha moto comigo ainda encima! Sou jogada a cerca de uns três metros de altura! Caiu de costas sem o capacete que foi parar longe, o que amortece minha pancada é minha bolsa cheia de calcinhas e meias que tinha pegado na casa de minha avó!

Demorei em abrir os olhos, pois pensava que tinha morrido! Não vi a moto vindo em minha direção, então eu não sabia o que tinha acontecido, pela minha cabeça passavam algumas imagens confusas de carros visto do alto, dos barzinhos também vistos do alto e de um carro batendo na minha perna... Que depois vim a descobrir que foi um carro que vinha pela avenida e não conseguiu frear, passou por cima da minha perna, fiquei muitos dias com a perna luxada e com a marca do pneu. Nunca vou esquecer o que senti em relação a minha vida naquele momento! Parece bobagem, mas é verdadeira a história de que passa um filme na cabeça, de que vemos as pessoas que amamos, de que vamos até Deus dar um ‘oi’ e voltamos...